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LEMBRA
Desde que abandonamos a floresta luxuriante, a nossa evolução caracterizou-se pela fome e pela dificuldade de conseguir alimentos. O nosso organismo está estruturado para ingerir os nutrientes de que precisa e para acumular uma pequena reserva de gordura que lhe permita sobreviver aos períodos de fome. Por isso, agora que vivemos numa época de abundância permanente de alimentos devemos limitar o seu consumo. É preciso ajustar a ingestão de alimentos às nossas necessidades energéticas de forma a termos o peso que corresponda à nossa altura.
Durante os milhões de anos de evolução do Homem, a preocupação foi sempre ganhar peso, ingerir os alimentos necessários para manter um peso que lhe permitisse sobreviver nas difíceis condições de vida que enfrentava. Agora, pela primeira vez, a preocupação do ser humano é perder peso, o que constitui um enorme contra-senso evolutivo.
A obesidade é um dos problemas graves de saúde, que está a adquirir características epidémicas nas sociedades desenvolvidas, não só entre os adultos como também nas crianças e adolescentes. Como sabemos, a gordura em excesso distribui-se pelo nosso organismo de acordo com dois padrões fundamentais: o padrão andróide, ou em forma de maçã, mais frequente nos homens, é a acumulação de gordura na parte central do corpo, sobretudo na barriga; o padrão ginóide, ou em forma de pêra, mais frequente nas mulheres, caracteriza-se pela acumulação de gordura na parte inferior do corpo, nas coxas e nas ancas.
Devemos tomar consciência de que todo o excesso de peso diminui a saúde e predispõe a inúmeras doenças, mas a obesidade com a gordura acumulada na barriga é um factor de risco cardiovascular de primeira grandeza, sobretudo se estiver combinada com outros factores como o tabagismo, a hipertensão ou a diabetes.
Hoje, o excesso de peso é definido pelo chamado Índice de Massa Corporal (IMC), que se baseia na relação entre a altura e o peso. O IMC obtém-se dividindo o peso em quilos pela altura ao quadrado: IMC=Peso / Altura.
São considerados valores normais de IMC, referenciados à população adulta, os resultados inferiores a 25; até 29, indicam peso a mais e os valores a partir de 30 são diagnosticados como obesidade. O grau de obesidade andróide é avaliado medindo o perímetro da cintura, o que pode ser feito com uma fita métrica, colocando-a um centímetro abaixo das costelas. Consideram-se valores normais os que se situam abaixo dos 102cm no homem e até 88cm na mulher. Acima destes limites é diagnosticado sobrepeso andróide num ou noutro género, respectivamente.
Comparativamente com os anos anteriores, este ano lectivo, o LEMBRA com a colaboração do departamento de Educação Física, fez a triagem do IMC e do perímetro abdominal da quase totalidade dos alunos do ensino diurno da nossa escola. Numa primeira análise, os resultados sugerem algumas preocupações sobretudo no aumento dos jovens com sobrepeso e com um perímetro abdominal que faz prever um aumento dos factores de risco de contrair doenças.
 
Para reflexão deixamos uma proposta de receita LEMBRA:
 
Percentagem de Ingredientes:
·         50% da nossa alimentação deve ser como a do Ardipithecus ramidus;
·         30% da nossa alimentação deve ser como a do Australopithecus afarensis;
·         18% da nossa alimentação deve ser como a do Homo ergaster;
·         2% da nossa alimentação deve incluir as novidades fornecidas pelo Homo sapiens.
 
Aditivo:
·         Devemos mexer-nos como os Cro-Magnons
Segredo:
·         Qualquer exercício é importante, tudo é melhor que estar quieto.
 
Para toda a comunidade escolar,
VOTOS DE UMA VIDA CADA VEZ MAIS SAUDÁVEL!
 
Laura Brito
 
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